sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Especialista: EUA perdem na competição com Rússia no mercado latino-americano

16.02.2018
Do portal da agência russa SPUTINIK/AMÉRICAS

O Pentágono alertou sobre "ameaça crítica" dos laços entre a Rússia e América Latina. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, especialista em ciências políticas, Dmitry Burykh opinou que os EUA não conseguem aceitar a competição na região que consideram como seu "quintal".

Participante das Forças Armadas da Nicarágua no polígono de Alabino na região de Moscou, preparando-se para os Jogos Internacionais de Exército 2015 (foto de arquivo)
O Pentágono alertou sobre "ameaça crítica" dos laços entre a Rússia e América Latina. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, especialista em ciências políticas, Dmitry Burykh opinou que os EUA não conseguem aceitar a competição na região que consideram como seu "quintal".

O chefe do Comando Sul norte-americano, Kurt Tidd  declarou que as relações da Rússia com Cuba, Nicarágua e Venezuela poderiam representar uma ameaça para os EUA. 

"O crescente papel da Rússia no nosso hemisfério é muito preocupante, dada a sua inteligência e capacidade cibernética, bem como sua intenção de minar a estabilidade e a ordem internacional e desacreditar as instituições democráticas", disse Tidd perante um comitê do senado norte-americano.

© SPUTNIK/ EVGENY BIYATOV
Chanceler russo Sergei Lavrov

Acrescentou que, se não for controlada, a presença da Rússia poderia se tornar "uma ameaça crítica para os EUA".

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, Dmitry Burykh, especialista em ciências políticas indicou várias declarações de Washington, em que revelam as preocupações sobre a expansão dos EUA no mercado latino-americano.

"Vamos recordar o discurso do [secretário do Estado, Rex] Tillerson na Universidade do Texas antes de sua visita à América Latina. De fato, ele qualificou a Rússia e China como potências 'imperialistas' com interesses 'destrutivos' — quer dizer, a Rússia vem representando uma ameaça devido ao crescimento de importações de armas russas à América Latina. Ou seja, ele disse que a cooperação técnica-militar entre a Rússia e os países da região representa ameaça para os EUA".

"As últimas declarações das autoridades norte-americanas evidenciam que os EUA não estão dispostos a aceitar a competição na região que eles consideram como seu 'quintal', e que eles aplicarão métodos para 'expulsar' a Rússia e a China do mercado onde eles se sentem plenos", assinalou.

© SPUTNIK/ SERGEI PIVOVAROV
Helicóptero russo Ka-52

De acordo com o analista, nestas condições Washington não consegue sentir-se confortável. 

"Nos últimos 15 anos, a Rússia realmente vem aumentando os volumes da colaboração técnica-militar com a América Latina. Além de clientes tradicionais, apareceram novos: Argentina e Brasil […] Considerando isso, bem como o fato da China reforçar sua presença e parceria militar e técnica com a América Latina, Washington passa a sentir-se incomodada. EUA percebem que começam a perder na luta pela concorrência deste mercado bem complexo", ressaltou Dmitry Burykh. 
*******
Fonte:https://br.sputniknews.com/americas/2018021610543903-eua-russia-america-latina-competicao-armas/

Editora-chefe da Sputnik sobre 'intervenção' no Brexit: culpam RT e Sputnik de tudo

16.02.2018
Do portal da agência russa SPUTINIK, 13.02.18

Editora-chefe do RT e da Sputnik, Margarita Simonyan no Terceiro Fórum de Mídia China-Rússia, Moscou
A editora-chefe da Sputnik e do RT, Margarita Simonyan, comentou a declaração da empresa de comunicação britânica 89up sobre a "influência significativa" do canal de televisão e agência Sputnik no referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.
"Os marqueteiros britânicos não propagandearam bastante as vantagens do Reino Unido na UE e culparam o RT e a Sputnik do seu fracasso. Não podem suportar que seus cidadãos possam pensar independentemente, ler algo além do jornal Times e votar como querem", notou Simonyan.
O referendo sobre o Brexit se realizou em junho de 2016. Nele, 51,89% dos britânicos votaram a favor da saída da União Europeia.
Investigação da 89up
A mídia britânica divulgou a investigação da agência de comunicação 89up sobre "as tentativas da Rússia" de influenciar os resultados do referendo.
De acordo com a análise, as publicações da mídia russa, em particular do RT e da Sputnik, e sua divulgação nas redes sociais tiveram um impacto no Brexit quatro vezes maior do que a campanha oficial a favor da saída do Reino Unido da União Europeia.
Os resultados foram encaminhados aos comitês parlamentares que participam da investigação sobre "a interferência" russa.
Investigação da 'interferência'
Em novembro, a comissão eleitoral britânica lançou uma investigação sobre as fontes de financiamento da campanha a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (Vote Leave).
Os proprietários das redes sociais receberam pedidos escritos para prestar a respectiva informação.
Em resposta, o Facebook comunicou que as estruturas russas gastaram um pouco mais de um dólar em publicidade relativa à votação no Brexit.
Por sua vez, o Twitter anunciou que, no período em análise, o RT gastou com esta publicidade um mil dólares (cerca de três mil reais).
A Rússia refutou várias vezes as acusações de tentar influenciar as eleições em vários países. O porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, chamou-as de "absolutamente infundadas"
*****
Fonte:https://br.sputniknews.com/russia/2018021310509780-simonyan-intervencao-brexit-rt-sputnik/

Como meia tonelada de cocaína extraviada destruiu um povoado português de 7.000 habitantes

16.02.2018
Do do portal jornal EL PAÍS/INTERNACIONAL, 06.12.17
Açores (Portugal) 

Naufrágio de um navio que transportava droga fez a carga encalhar numa cidadezinha açoriana de 7.500 habitantes. Anos depois, os efeitos são devastadores


GONZALO TRUJILLO/ALBERTO VAN STOKKUM
Rabo de Peixe é um lugar onde, para sobreviver, é preciso ter um pouco de ambição e uma tonelada de sorte. A vida neste povoado da costa norte da ilha de São Miguel, pertencente ao arquipélago dos Açores (Portugal) e com apenas 7.500 habitantes, é um metáfora da sua geografia: selvagem, esquecida, cruel e indômita. Não há recursos, mas, bom, há wi-fi. Quando a pesca de artesanal dá uma pausa, o tempo se divide entre tragadas em baseados e horas mortas à beira de um quebra-mar de concreto. Ali é o lugar onde pensar em como abandonar este pedaço de terra inerte. Mas é uma via morta. Nunca nada acontece. Por isso, no dia em que tudo aconteceu, a ilha ficou arruinada. Tudo, neste caso, é um veleiro modelo Sun Kiss 47, de 14 metros de comprimento, que naufragou na costa açoriana em junho de 2001 transportando 505,84 quilos de cocaína com uma pureza superior a 80%. Em reais, pelo câmbio de hoje, uns 150 milhões.
A memória coletiva de Rabo de Peixe apela a histórias tão disparatadas como a de mulheres empanando carapaus com cocaína, ou senhores de meia-idade vertendo colheradas de droga no café com leite.
Era um dia de mar bravo. O vento veio numa rajada, e o mastro não resistiu ao impacto. Impossível continuar a travessia, e inviável acessar o porto com um navio forrado de droga até a quilha. Num gabinete de crise apressado e com uma tripla dose de pânico, a tripulação decidiu afundar os fardos no fundo do oceano e introduzir parte do carregamento numa gruta do norte da ilha, a poucos quilômetros da vila de Rabo de Peixe.
Uma estratégia impecável, não fosse o fato de a natureza ter um espírito livre. Os pacotes, como o mastro, não resistiram à fúria do vento, e o quebra-mar virou um cemitério de pacotes de cocaína. Eles começaram a encalhar, a notícia correu, e a caça ao tesouro teve início. Encaixar as peças daquela noite escuríssima é um mistério, mas as testemunhas repetem a mesma sequência: dezenas de pessoas – de adolescentes a senhoras com bobes e grampos nos cabelos – equilibradas sobre o concreto, à espreita do material.
A polícia conseguiu apreender 400 quilos de cocaína, numa operação sem precedentes no arquipélago. Mas o resto ficou nas mãos de uma população civil castigada pela escassez e pela ignorância, e isso deformou a ilha de forma irreversível. “A polícia sustentou que o iate transportava só 500 quilos, mas isso é absurdo. O navio comportava até 3.000 quilos de cocaína, ninguém cruza o Atlântico cobrindo um percentual tão baixo do espaço disponível. Cem quilos de cocaína, mesmo que de pureza excelente, não destroem uma geração”. Quem fala é Nuno Mendes, jornalista que foi enviado especial do jornal Público, de Lisboa, para cobrir o incidente. “O consumo de coca até então era residual e só ao alcance de jovens de classe média-alta. Um produto de luxo eventual. O problema surgiu quando seu uso se democratizou e uma população muito empobrecida começou a consumir à vontade e a traficar esse material de forma espantosa.”
Esse espanto se resume numa imagem muito recorrente: o típico copo de chope com cocaína até a boca, que era vendido nas ruas por 20.000 escudos (aproximadamente 75 reais, pelo valor atual). Ninguém sabia o preço de mercado, nem a periculosidade de uma substância dessa pureza, mas, sobretudo, havia pressa em ganhar dinheiro. As internações por overdose colapsaram os hospitais da ilha, e o caos foi tamanho que as autoridades sanitárias decidiram intervir nos meios de comunicação para advertir sobre os efeitos do consumo dessa substância. “Durante dias, dedicamos muito espaço a isto nos telejornais. Médicos em primeiro plano, com o rosto transtornado, suplicando que se pusesse fim a essa loucura. Foram semanas de pânico, terror e descontrole absoluto”, recorda a jornalista Teresa Nóbrega, então coordenadora de jornalismo do canal público RTP Açores. “Ninguém estava preparado para algo assim. A prova é que continua sendo um episódio não superado, quase 20 anos depois”, acrescenta.
Imagens de Antoni Quinzi facilitadas pela policial. A imagem inferior direita corresponde a sua entrada em prisão.
Imagens de Antoni Quinzi facilitadas pela policial. A imagem inferior direita corresponde a sua entrada em prisão. GONZALO TRUJILLO/ALBERTO VAN STOKKUM
Sempre existem pontos cegos entre a realidade e a ficção, mas a memória coletiva de Rabo de Peixe apela a histórias tão disparatadas como a de mulheres empanando carapaus com cocaína em vez de farinha, ou senhores de meia idade vertendo colheradas de pó no café com leite. A expressão é que o humor é igual à soma da tragédia mais o tempo. Embora talvez não tenha transcorrido ainda o tempo prudencial, é quase impossível não sorrir, mesmo que de tristeza.
“Nunca tivemos acesso a estatísticas reais. No começo, a prioridade era frear a loucura, depois não havia médicos suficientes. Sempre faltou interesse. Contabilizamos 20 mortes e dezenas de internações por intoxicação nas três semanas seguintes ao desembarque. Mas foram dados não oficiais que reunimos com a ajuda de médicos e pessoal sanitário, recorda Nuno Mendes, para quem o episódio se cobriu de um halo de secretismo para que não se transformasse numa questão de Estado e, sobretudo, não repercutisse internacionalmente.
Cena juvenil e cotidiana em Rabo de Peixe. Estes garotos sobreviveram para contar a história
Cena juvenil e cotidiana em Rabo de Peixe. Estes garotos sobreviveram para contar a história GONZALO TRUJILLO/ALBERTO VAN STOKKUM
A polícia travava duas batalhas simultâneas: apreender cada grama de cocaína que ainda sobrasse na ilha e localizar o iate avariado que transportava a droga para a Europa. Depois de duas semanas de buscas exaustivas no porto de Ponta Delgada, a capital da ilha, aconteceu o milagre: a polícia encontrou um pequeno pacote na parede falsa de um iate atracado, envolvido em um papel de jornal: o nome do jornal e a data coincidiam com a embalagem de outros fardos apreendidos dias antes na praia. Os agentes detiveram o único homem que se encontrava no interior da embarcação, Antoni Quinzi, um siciliano de aspecto imponente, que não ofereceu resistência.
Sua intercessão foi crucial para o futuro da investigação e para a apreensão da cocaína que permanecia oculta. “Quando lhe contamos a ratoeira que a ilha havia virado, ele colaborou com informações importantes sobre a mercadoria que permanecia oculta na face norte”, relata João Soares, então inspetor-chefe da Polícia Judiciária. Foi ele quem deteve o italiano no iate, e duas semanas depois coordenaria a perseguição ao traficante após uma das fugas mais surrealistas – e ligeiramente ridículas – da história policial de Portugal.
Dez dias depois de ser preso, Quinzi saltou o muro do pátio da penitenciária, despediu-se da polícia com um aceno e fugiu numa Vespa que lhe esperava na estrada. Soares justifica a falha: “Uma ilha já é uma prisão. Ninguém foge de uma prisão em uma ilha”. Mas Quinzi fugiu. Seria detido duas semanas depois em um barracão no nordeste de São Miguel, com 30 gramas de cocaína e um passaporte falso. Transferido para a prisão de Coimbra, já no Portugal continental, acabou condenado a nove anos e 10 meses de prisão. Foi o único detido na operação. Ficou provado que sua principal missão era dirigir o barco da Venezuela até as Ilhas Baleares (Espanha).
Houve secretismo para que não repercutisse internacionalmente. "Contabilizamos 20 mortes e dezenas de internações por intoxicação nas três semanas seguintes ao desembarque. Mas foram dados não oficiais que reunimos com a ajuda de médicos e pessoal sanitário”, diz o jornalista português Nuno Mendes
“Era puro magnetismo. Muito alto, mãos imponentes e olhar triste. Soa a síndrome de Estocolmo, mas me dava pena. Dava a sensação de que se sentia extremamente culpado e não sabia como ajudar.” Catia Benedetti é professora de italiano na Universidade dos Açores e foi intérprete de Quinzi durante os interrogatórios e o julgamento, ocorridos em Ponta Delgada. O homem ainda é uma espécie de lenda na ilha. Todos o conhecem, mas ninguém nunca o viu. Hoje em dia, a pureza da droga ainda se mede segundo os parâmetros “do italiano”. Esse é a unidade métrica que se utiliza para determinar a qualidade da cocaína nos Açores, e a prova empírica de que a ferida, 17 anos depois, não está curada.
Um serviço ambulante de atendimento a dependentes percorre semanalmente São Miguel para distribuir metadona aos heroinômanos. E, apesar de este parecer ser um problema diferente do relatado acima, um está na origem do outro. “A pureza da cocaína produziu um efeito catastrófico. O efeito da droga era tão feroz que as pessoas começaram a consumir heroína para conseguir dormir.” Assim Suzete Frias, então diretora da Casa de Saúde de Ponta Delgada, resume esse drama social. Surgiu então um problema novo na ilha: a dependência em drogas. “Os filhos de classe média-alta se internaram em clínicas de desintoxicação no continente; a classe operária procurou a heroína.” Apesar de tudo, o ruído nunca foi excessivo. A tragédia foi como um pomposo – mas discreto – elefante na sala.
Paisagem característica da zona norte da Ilha de São Miguel dos Açores, onde o barco se escondeu
Paisagem característica da zona norte da Ilha de São Miguel dos Açores, onde o barco se escondeu GONZALO TRUJILLO/ALBERTO VAN STOKKUM
Os Açores ficam no meio do oceano Atlântico, 1.400 quilômetros a oeste de Lisboa, e da terra firme é muito difícil escutar os bramidos desse elefante de ressaca, que há mais de 15 anos ataca tudo o que aparece na sua frente. Você acha que tudo seria diferente se tivesse ocorrido na Europa, Suzete? “Nada disto teria acontecido.”
As autoras desta reportagem, Rebeca Queimaliños (Pontevedra, 1982) e Macarena Lozano (Granada, 1982) estão em pleno processo de realização de um documentário sobre o tema. Fizeram várias viagens à região e já gravaram boa parte (ver trailer)
****
Fonte:https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/01/internacional/1512112762_366610.html

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Paraíso do Tuiuti tem paneleiro-fantoche e Fora Temer

15.02.2018
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 12.02.18

Paraíso do Tuiuti mostra a escravidão de ontem e de hoje

A Paraíso do Tuiuti, quarta a desfilar na primeira noite da Sapucaí, entrou na avenida perguntando "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?", do carnavalesco Jack Vasconcelos.

A escola mostrou a história da escravidão no Brasil e no mundo, e ainda fez críticas à recentre reforma trabalhista aprovada pelo Congresso e às relações de trabalho no país. O samba levantou o público nas arquibancadas, que aplaudiu com entusiasmo a escola.

O comissão de frente emocionou, com encenação de escravos sendo açoitados por um capataz, e depois sendo benzidos por pretos velhos.

Outros destaque foram carros alegóricos mostrando carteiras de trabalho gigantes, e um vampiro com a faixa presidencial - o "presidente vampiro" do neoliberalismo.

Mãos manipulando "marionetes" vestindo verde e amarelo também marcaram presença. A ala com fantasias de 'manifestantes fantoches' ironizava manifestantes que pediram impeachment.|

A escola  Paraíso do Tuiuti registrou no Sambódromo o golpe no país, a manipulação de parte da sociedade e os efeitos terríveis de um governo ilegítimo alçado ao poder dentro da ruptura democrática!




O vampiro no carro alegórico carrega a faixa presidencial. Dá-lhe, Temer! Batedores de panelas aparecem manipulados, como fantoches. Idem os patos _da Fiesp, é claro. A Tuiuti tem mais coragem do que quem cala sobre o conteúdo real do seu enredo!


Muitas mãos manipularam os patos paneleiros que foram às ruas pedir a deposição de um governo eleito pelo voto: FIESP, mídia, setores do MP e do Judiciário, agências estrangeiras, multinacionais que cobiçam nossas riquezas etc. Sensacional o desfile da Tuiuti!


Tuiuti desmoralizou o golpe, a Globo, os coxinhas, a FIESP, o judiciário, a lava jato, a PF, o MPF, não sobrou nenhum fascista para ser desmoralizado. Desfile da Tuiuti foi o mais importante desfile de uma escola de samba em toda história do carnaval! Nota 10 para a Tuiuti! 


Globo não viu Temer de vampiro, patos da Fiesp, coxinhas fantoches , paneleiros e gritos de Fora Teme
A Tuiuti foi tão espetacular que teve até tucano enjaulado

Todos comentários e fotos foram enviadas para o email do blog por nosso querido leitor Cesar M. de Lima

Leia a letra do samba da Paraíso do Tuiuti:

Irmão de olho claro ou da Guiné

Qual será o valor? Pobre artigo de mercado

Senhor eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor

Tenho sangue avermelhado

O mesmo que escorre da ferida

Mostra que a vida se lamenta por nós dois

Mas falta em seu peito um coração

Ao me dar escravidão e um prato de feijão com arroz


Eu fui mandinga, cambinda, haussá

Fui um rei egbá preso na corrente

Sofri nos braços de um capataz

Morri nos canaviais onde se planta gente


Ê calunga! Ê ê calunga!

Preto Velho me contou, Preto Velho me contou

Onde mora a senhora liberdade

Não tem ferro, nem feitor


Amparo do rosário ao negro Benedito

Um grito feito pele de tambor

Deu no noticiário, com lágrimas escrito

Um rito, uma luta, um homem de cor


E assim, quando a lei foi assinada

Uma lua atordoada assistiu fogos no céu

Áurea feito o ouro da bandeira

Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel


Meu Deus! Meu Deus!

Se eu chorar não leve a mal

Pela luz do candeeiro

Liberte o cativeiro social


Não sou escravo de nenhum senhor

Meu Paraíso é meu bastião

Meu Tuiuti o quilombo da favela

É sentinela da libertação 


******
Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2018/02/paraiso-do-tuiuti-tem-paneleiro.html

Novo texto da Previdência mantém distorções e não combate privilégios

15.02.2018
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 
Por  Redação RBA 

Governo não tem legitimidade para propor alterações, e proposta ideal deveria incluir mudanças de gestão em vez de corte de direitos

Reforma da Previdência
Desocupados, se formalizados, poderiam contribuir com R$ 30 bilhões à Previdência
São Paulo – A nova versão do texto da reforma da Previdência, que o governo quer ver sendo votada a partir da próxima segunda-feira (19), mantém perdas aos trabalhadores e não corrige distorções. É o que afirmam fontes ouvidas pelo Seu Jornal, da TVT
Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a proposta apresentada pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), insiste em operar mudanças apenas nos critérios de acesso, com cortes de direitos, quando deveria abordar também a cobrança aos grandes devedores, o combate à sonegação e aperfeiçoamento na gestão dos recursos. A  forma mais eficaz para equilibrar as contas da Previdência, segundo ele, é a criação de empregos formais. 
“Os dados recentes divulgados pela Receita Federal dão conta que grandes empresas no Brasil devem mais de R$ 450 bilhões", diz Clemente. "Não há nenhuma medida nesse campo. Portanto o déficit é decorrente de problemas sérios de gestão, na cobrança, e é fortemente influenciado pela crise econômica. Temos mais de 13 milhões de pessoas desempregadas que não contribuem. Se estivessem ocupadas contribuindo sobre um salário mínimo, por exemplo, já gerariam mais de R$ 30 bilhões de arrecadação para à Previdência.”
Já a presidenta da Associação de Docentes da Universidade Federal do ABC (ADUFABC), Maria Carlotto, diz que, independentemente da proposta, o governo Temer não tem legitimidade para aprovar mudanças em uma legislação tão fundamental, e avalia que o governo não tem os votos necessários. 
"Independentemente do conteúdo, o que é particularmente grave é que essa reforma vai ser proposta num contexto em que o governo não tem nenhuma legitimidade. O nível de confiança da população nas instituições está baixíssimo", afirma Maria Carlotto. 
******
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/02/novo-texto-da-previdencia-mantem-distorcoes-e-nao-combate-privilegios