quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

UM GOLPE DE ESTADO, HÁ MUITO TEMPO BEM ORQUESTRADO: As Memórias de um assassino econômico, John Perkins

13.12.2017
Do portal G1, 12.11.2008
Por Luciano Trigo
John Perkins denuncia ação clandestina dos EUA em rede mundial de corrupção, que incluiria o Brasil: ficção ou realidade?
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 capa-perkins.jpgJohn Perkins foi um “assassino econômico”. Nos anos 70 e 80, seu trabalho era, disfarçado de “consultor”, viajar pelo mundo corrompendo, subornando, sabotando, aliciando, bajulando, estorquindo, cooptando – e, quando necessário, assassinando – empresários, líderes políticos, jornalistas, ativistas e até membros dos governos dos países pobres, em prol do chamado império americano. Do Panamá à Arábia Saudita, da Colômbia ao Irã, ele atuou defendendo os interesses do que chama  de “corporatocracia”, uma aliança entre as corporações, os bancos e o governo de seu país. Pelo menos é o que ele afirma.
 Arrependido, Perkins mudou de lado e, enfrentando riscos pessoais e ameaças de morte, relatou suas experiências em Confissões de um assassino econômico, que logo se tornou um fenômeno de vendas nos Estados Unidos, mas que passou despercebido ao ser publicado aqui, em 2005. Virou uma celebridade, ao denunciar a lavagem de dinheiro e outras ações veladas da corporatocracia, cujo efeito colateral mais leve foi insuflar o sentimento de antiamericanismo ao redor do mundo – entre os mais sérios, estaria o terrorismo, aí incluído o atentado de 11 de Setembro.
 Com o sucesso, Perkins voltou a viajar pelo mundo, agora como palestrante. E lançou um segundo volume de memórias, A história secreta do Império Americano – Assassinos econômicos, chacais e a verdade sobre a corrupção global  – com dois capítulos dedicados ao Brasil, onde o livro acaba de ser lançado, com prefácio de Heródoto Barbeiro (Cultrix, 320 pgs. R$45).
Em ritmo de romance de espionagem, Perkins volta a denunciar intrigas corporativas internacionais, com base em suas próprias experiências e em entrevistas com agentes da CIA, mercenários e chacais. Revela, por exemplo, interesses secretos dos voluntários do Corpo da Paz nos países africanos,  objetivos escusos do apoio ao desenvolvimento da infraestrutura na Indonésia, lucros bilionários obtidos com catástrofes naturais e o que ele aponta como uma estratégia desestabilizadora de governos latino-americanos. Tudo isso com o objetivo de reforçar a hegemonia do império – mas também de drenar trilhões de dólares dos países pobres (onde as estatísticas melhoram, mas a miséria continua), por meio de variadas formas de dominação:
“Canalizamos fundos do Banco Mundial e de suas organizações irmãs para esquemas que, apesar de parecer servir aos pobres, beneficiavam principalmente alguns poucos ricos”, escreve Perkins. Num dos esquemas mais comuns, “identificávamos um país em desenvolvimento que possuía recursos cobiçados por nossas corporações (como o petróleo), providenciávamos um empréstimo fabuloso para esse país e então direcionávamos a maior parte do dinheiro para nossas próprias construtoras e empresas de engenharia. (…) Em algum momento, voltávamos ao país devedor e exigíamos o pagamento total da dívida: petróleo barato, votos em questões críticas da ONU ou tropas que fornecessem apoio às nossas em algum lugar do mundo, como o Iraque.” Cabe ao leitor decidir se isso é ficção ou realidade.
Em termos de ação, os capítulos mais impressionantes são aqueles sobre a África e o Oriente Médio, que incluem seqüestros de aviões, assassinatos de políticos e outras práticas dignas de figurar nos filmes de 007. Embora Perkins afirme que tudo é verdade, nem tudo é crível: são freqüentes as citações anônimas, e em alguns momentos a vaidade parece levá-lo a exagerar seu próprio papel em atividades clandestinas. Mas, como ele próprio afirma na apresentação: “A história pode ser minha, mas os episódios são de domínio público”.
 É claro que a curiosidade leva diretamente aos capítulos sobre o Brasil – “Esqueletos no armário” e “A bela carioca”. Em relação ao restante do livro são até bastante leves, mas ainda assim sugestivos. Segundo Perkins, a corporatocracia controla todos os partidos políticos brasileiros, por meio de uma complexa rede de corrupção e trapaça. Seguem alguns trechos, referentes a uma passagem do autor por Porto Alegre, em 2004:
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Como EUA interfere nos países – parte1 – Entrevista John Perkins

Clique nos links abaixo, e assista a continuidade da entrevista com John Perkins.Vale a pena:

Globo e a corrupção no futebol: 'Vai ser muito difícil jogar para debaixo do tapete'

12.12.2017
Do portal  REDE BRASIL ATUAL
Por Redação RBA

"Por que a CBF ficou intocável durante tanto tempo? Porque a Globo dava retaguarda. Tudo isso veio abaixo agora", diz jornalista Luis Nassif sobre escândalo que envolve grupo da família Marinho

Edu Guimarães/SMABC
luis nassif
"Todo o escândalo da Fifa é um escândalo brasileiro, que foi desenvolvido com participação do Havelange e da Globo"

São Paulo –  As investigações em curso nos Estados Unidos sobre a corrupção no futebol e denúncias contra a Rede Globo de pagamento de propina para ter direitos de transmissão de jogos de competições como Copa América, Copa Libertadores e Copa Sul-Americana podem romper uma parceria "informal" estabelecida entre a emissora e membros do Ministério Público. Essa é a avaliação do jornalista Luis Nassif, editor do Jornal GGN.

Em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual, Nassif disse acreditar que a pressão vinda do FBI e dos Ministérios Públicos da Espanha e da Suíça vai tornar impossível uma blindagem da Globo em relação ao escândalo de corrupção no futebol. "Todo o escândalo da Fifa é um escândalo brasileiro, que foi desenvolvido com participação do Havelange e da Globo", analisa. "Nenhum governo que entre pode conviver com um poder absoluto como o da Globo e a sua capacidade de manipulação. Em algum momento, isso vai explodir."

Confira abaixo a entrevista.

Quando exatamente começou esse esquema de corrupção envolvendo a participação da Rede Globo?

A questão da compra de direitos de transmissão começa nos anos 1970. Naquele momento, o presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, antecessora da CBF), João Havelange, descobre um veio grande. As grandes marcas, como a Nike, não tinham ainda descoberto o futebol como um grande veículo de vendas.

Então, é provavelmente nos anos de 1970 que começa isso, com a Globo assumindo gradativamente a compra dos direitos de transmissão. O esquema criado por ela era assim: pegava-se um laranja – no caso, o J. Hawilla –, a CBF vendia os direitos, digamos, por 100. Ele pagava 200 e 100 iam para o bolso dos cartolas. Depois, revendia para a Globo por 300, que então revendia as cotas de patrocínio por três vezes esse valor. Esse know how de corrupção chega até a Fifa. Todo o escândalo da Fifa é um escândalo brasileiro, que foi desenvolvido com participação do Havelange e da Globo.

Depois teve o caso da compra dos direitos sem o uso de laranjas, não?

Essa que foi a bola fora da Globo. Quem levantou tudo isso foi o FBI, no âmbito de uma grande operação destinada a desmontar o monopólio de grupos nacionais sobre o futebol nos diversos países da América Latina e da África.

J. Hawilla foi detido, lá atrás. Então, o Marcelo Campos Pinto, da Globo, compra os direitos diretamente de Ricardo Teixeira, e do pessoal da CBF, sem o uso de um laranja. Aí a Globo se expõe, de forma ampla. O FBI já tinha essa informação, desde 2013, 2014, e as investigações continuavam.

Os Estados Unidos têm uma estratégia global baseada em dispositivo de cooperação internacional, um acordo envolvendo Ministérios Públicos de todos os países no combate à corrupção, que foi criado em 2002, depois dos atentados. Eles criaram um novo departamento para centralizar todas as investigações, inicialmente, contra o terrorismo. Depois, aquilo se expandiu para combater a corrupção.

Conseguiram aprovar, na OCDE, uma legislação maluca, que diz que qualquer ato de corrupção, se envolver o dólar, o local para julgar é nos Estados Unidos. Esse departamento começa a desenvolver uma estratégia em defesa dos interesses econômicos das empresas americanas. Os dois setores que eles passam a investigar são o petróleo – daí surge a Lava Jato, alimentada por informações de órgãos dos EUA – e o futebol. Com a internet, os grupos de mídia norte-americanos passam a querer controlar esse mercado bilionário que é o do futebol.

Nessa parceria com o MP brasileiro, os americanos oferecem informações sobre a Petrobras. No caso do futebol, o nosso Ministério Público começa a investigar, mas na hora de enviar informações iniciais para os EUA, uma juíza de primeira instância do Rio de Janeiro acolhe liminar que impede a investigação. O MP então se cala, não reage. No caso da Petrobras, eles foram decisivos para derrubar uma presidenta da República. No caso da Globo, pararam.

É um caso de corrupção brasileira, envolvendo a CBF, mas que foi descoberta pelo MP da Espanha, quando prendeu o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, assecla de Ricardo Teixeira.

O repórter do Estadão Jamil Chade tem feito um belíssimo trabalho que mostra que tudo foi levantado pelo FBI, que alimentou o pessoal da Espanha e da Suíça, porque o Brasil já não respondia mais. Só depois que o caso explodiu na Espanha é que o MP pediu para transferir para cá as investigações. A PGR passou para o Ministério Público do Rio para que investigasse. E tenho todas as dúvidas se isso vai acontecer. Até agora, nada. Totalmente parado.

Essas investigações dos Estados Unidos ficaram mais intensas após perderem a disputa para sediar a Copa do Mundo de 2022 para o Catar.

Não sei se especificamente por isso. Se analisarmos a expansão do capitalismo norte-americano, no pós-guerra, eles entram em praticamente todos os mercados da América Latina, em todos os setores, o que faz parte da estratégia geopolítica e econômica deles. O único setor que não conseguiram entrar foi a mídia. As redes de TV norte-americanas tentaram entrar por aqui, mas, nos países da América Latina, havia de um lado as concessões públicas – a TV aberta – e, por outro lado, legislações nacionais que impediam o controle de capital estrangeiro nos veículos de comunicação.

A única tentativa que ocorreu foi da Globo com o grupo Time Life, que, depois, foi obrigado a devolver a parte que tinha comprado. Teve CPI e um monte de coisas. Não conseguiram entrar.

Quando vem a TV a cabo, começam a romper com isso. Mas aí há uma dispersão de audiência, porque, na TV a cabo, são muitos canais. Quando vem a internet, implode de vez todo esse sistema de defesa desses grupos nacionais, como a Globo e o Clarín.

O grande diferencial deles era o controle sobre o futebol. Na Inglaterra, por exemplo, mesmo os programas de maior audiência não chegam a 5%. Quando entra o futebol, vai a 15%. No Brasil, é a mesma coisa. Toda a estrutura de audiência da Globo repousa nos eventos esportivos. Por isso que a Record entrou na briga para conseguir esses direitos, justamente quando o J. Hawilla caiu fora.

Para os grupos americanos que entraram agora – Disney, ESPN, Fox –, e que estão transmitindo futebol no mundo, o interesse era esse: acabar com esse esquema de máfia, envolvendo grupos de mídia, que garantiam blindagem aos cartolas perante o poder público de cada país. Por que a CBF ficou intocável durante tanto tempo? Porque a Globo dava retaguarda. Tudo isso veio abaixo agora.

Isso pode ser explicado, em partes, pela posição totalmente imprudente da Globo na derrubada da Dilma, convocando para o impeachment, fazendo todo aquele carnaval. Lá atrás, quando começou esse jogo do impeachment, algumas pessoas ligadas ao Lula sugeriram conversar com a Globo para que não fosse tão irresponsável. O próprio Emílio Odebrecht, segundo me contaram algumas fontes, teria dito que não dava mais para a Globo, que estaria refém dos EUA. Isso, estamos falando de 2014, 2015. Ficaram refém, nesse período todo, das delações do J. Hawilla e do (José Maria, ex-presidente da CBF) Marin.

Desde lá, ela estava como refém, então, se aproxima do MP, dando apoio para a PEC 37, ou ainda às 10 medidas de combate à corrupção, que todo mundo é a favor mas ninguém tem a menor ideia do que é, porque a Globo fica martelando no Jornal Nacional como se fosse a saída para o Brasil. Esse pacto então continuou. Com Janot, a Globo estreita relações. Faz jogadas com ele contra Raquel Dodge. Só que, agora, mudou o MP. A Raquel Dodge é mais independente que o Janot. Então, vamos ver. Vai ser um jogo interessante.

Nesse período, a gente percebe até uma mudança no Jornal Nacional, que passa a dar destaque para a Lava Jato e à perseguição contra o PT de forma bastante intensa.

É nítido isso. Quando começam as manifestações, em 2013, estava viajando e vi um comentário do (Arnaldo) Jabor, que dizia que o MPL não valia 20 centavos. Comentei com a pessoa do lado: ‘Amanhã, ele vai mudar de opinião’, porque perceberam que aquele clima de mal-estar que existia, nas redes sociais, também por conta da crise econômica e de dificuldades do governo Dilma, iam acabar concentrando na figura da presidenta. Dito e feito. No dia seguinte, Jabor e outros colunistas mudaram de opinião e começaram a insuflar e a montar todo o golpe em torno da Lava Jato.

Pessoas já devem estar estudando sobre tudo isso que está acontecendo. Uma hora todas essas informações devem vir à tona.

Com o avanço das redes sociais, e todas essas informações, conseguimos entender, quase em tempo real, o que estava acontecendo. Estou com um livro pronto sobre isso, juntando todas as seções "Xadrez" que escrevi, com todos esses pontos.

Evidentemente, no começo desse jogo, não se tinha a visão do todo. Mas tinham elementos onde era possível perceber o papel da mídia, do MP, da Polícia Federal. Mas, para a presidenta Dilma, não adiantaram os alertas. Ela tinha a impressão de que a Lava Jato ia derrubar a corrupção, e como ela não fez nada, seria poupada. Foi de uma ingenuidade fatal.

Você imagina que possa acontecer alguma coisa contra a Rede Globo em relação a esse caso?

Não sei. Não dá para a gente analisar a Globo hoje. Hoje ela está superpoderosa ainda, mas a imprudência de derrubar uma presidenta da República, depois tentar derrubar um segundo (presidente), é uma coisa muito grave. Nenhum governo que entre pode conviver com um poder absoluto como o da Globo e a sua capacidade de manipulação. Em algum momento, isso vai explodir.

Não sei se vai ser nesse momento, com uma procuradora acossada por todos os lados, se as investigações vão prosseguir. Mas tem um ponto central, que é o seguinte: é o FBI que está investigando, é o MP da Espanha, da Suíça. Então vai ser impossível para o MP brasileiro segurar por muito tempo.

O caso do Aécio, por exemplo, que foi poupado até o caso JBS. O desconforto que se via nos procuradores, pelas redes sociais, era enorme. Julgavam que derrubaram a presidenta porque são competentes e têm poder. São nada, são apenas técnicos de investigação, com acesso a informação de tudo quanto é país, podendo impor delação premiada. Estão fazendo uma coisa fajuta.

Estamos fazendo uma série, em parceria com o DCM, sobre as delações premiadas, que tem empresas que participaram de corrupção na Petrobras e essas figuras foram liberadas, nem prisão pegaram. Pagaram R$ 3 milhões por uma corrupção que chegava à casa dos bilhões. Os principais corruptores estão sendo soltos. A única condição é dar declarações contra Lula e o PT.

Esse caso agora do programa de computador da Odebrecht. Os advogados do Lula pediram para periciar, e Moro não deixou. Nós publicamos, por meio de informações do livro de Tacla Duran, que houve a manipulação dos extratos, de tudo. O sistema da Odebrecht, com vários servidores, agora que a CPI trouxe informações muito mais completas, Dallagnol anunciou a perícia em dois HDs e um pendrive. Que história é essa? Um sistema que tinha vários servidores vai caber em dois HDs?

Eles fizeram um jogo todo para pegar Lula. Induziram todo mundo, esses advogados que estão ficando ricos com as delações premiadas. O pacto é o seguinte: tem que falar alguma coisa contra o Lula. Como eles não tinham documentos, começaram a manipular os próprios extratos bancários. Agora, isso vem à tona e pode derrubar toda a Operação Lava Jato. Os caras ficam num jogo de esconde que está sendo ridículo.

Em São Paulo, o MP conseguiu isolar dois grandes escândalos: da Siemens e da Alston. Você afirma que o caso da Globo seria a ‘hora da verdade para o MP’. Esse caso não vai dar para isolar?

O MP tem procuradores muito bons. Agora, em Minas, por exemplo, depois dessa arbitrariedade contra a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), tem um procurador que foi contra. Quando saiu, na Lava Jato, algumas operações contra o Lula, procuradores do Distrito Federal apontaram a falta de fundamento e mandaram arquivar. Por outro lado, é um poder extremamente corporativo.

Esse caso de São Paulo, do procurado Rodrigo De Grandis, é um escândalo o que ele fez com a Alston. O MP suíço requisitou informação, e ele guardou numa pasta e esqueceu. Isso é mentira. O próprio José Eduardo Cardozo, em off – porque não tem coragem de vir a público para nada –, deu declaração de que o Ministério da Justiça pediu várias vezes essa documentação. Foi claramente uma atitude para esconder informação.

Houve investigação por parte da corregedoria do Ministério Público, mas como estava na época do auge da Lava Jato, não poderiam enfraquecer o MP, então livraram a cara dele. Hoje ele é candidato a desembargador pelo quinto do MP.

O MP tem gente séria. Dependendo do procurador, vamos ver o trabalho que vai ser feito. Mas, repito: a pressão para apurar virá de fora, com o FBI, o MP da Espanha e o da Suíça. Vai ser muito difícil jogar para debaixo do tapete.
*****
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/12/a-globo-e-a-corrupcao-no-futebol-vai-ser-muito-dificil-jogar-para-debaixo-do-tapete

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

GEAP: CONSELHEIROS ELEITOS, DIVULGAM NOTA PÚBLICA CONTRA FALSO REAJUSTE DE 61%

11.12.2017
Do portal  CNTSS/CUT, 08.12.17
Por conselheiros eleitos do CONAD/CONFIS-GEAP
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Nota pública dos conselheiros eleitos do Conad/Confis da Geap contra falso reajuste dos planos divulgado pela imprensa
Os Conselheiros eleitos da GEAP reiteram desconhecer os percentuais de 61% divulgados pelo Correio Brasiliense
Os conselheiros eleitos do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal da GEAP (Conad/Confis) e os próprios assistidos da GEAP foram surpreendidos, no dia 05 de dezembro, com a notícia publicada no Blog do Servidor, do Correio Brasiliense, assinado pela jornalista Vera Batista, informando que a GEAP iria reajustar em 61% os planos de saúde.

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Irineu Messias, conselheiro eleito do CONAD/GEAP, mostrou-se indignado com a divulgação do falso reajuste de 61%. “Reiteramos nosso compromisso  de continuar lutando no CONAD,  mesmo que sejamos minoria, para que não seja aplicado nenhum reajuste abusivo que inviabilize a permanência  dos servidores na GEAP”

Queremos informar a todos que, até a presente data, a direção executiva da GEAP não apresentou quaisquer informações técnicas a respeito de qualquer tipo de reajuste para o ano de 2018. Sabemos que, por determinação legal, tal estudo terá que ser apresentado com antecedência. E o reajuste do plano precisar ser aprovado pelo CONAD até 30 dias antes da entrada em vigor. Até o dia 05 de janeiro de 2018 o percentual será definido, como preceitua a Agência Nacional de Saúde.
Nós, conselheiros eleitos, sempre atuamos na defesa dos direitos e interesses dos assistidos da GEAP, que por sua vez estão fazendo um grande esforço para se manter no plano, apesar dos reajustes abusivos praticados pela operadora e contra os quais nós, conselheiros, sempre votamos contra. Em razão desses reajustes abusivos, muitos assistidos foram “expulsos” da GEAP pela incapacidade de honrar com as mensalidades.
Portanto, queremos informar a todos servidores assistidos da GEAP, que nós conselheiros eleitos, desconhecemos os percentuais de 61% divulgados pelo Correio Brasiliense, visto que nenhum debate houve junto ao Conselho de Administração a respeito do reajuste.
O fato já foi desmentido pela própria GEAP em nota pública divulgada no mesmo dia 05 de dezembro no Correio Brasiliense. Contudo, mesmo assim, nós conselheiros eleitos, ficaremos atentos para que tais especulações não venham a ser confirmadas. Entendemos que um aumento de tal magnitude vai inviabilizar a sobrevivência da própria GEAP.
É evidente que a maioria absoluta dos servidores não teria condições de arcar com um aumento tão exorbitante e ainda mais agora com os seus respectivos salários congelados, em tese, por 20 anos, por Emenda Constitucional aprovada pelo Governo Temer. Além de postergar reajustes previstos para 2018, de várias categorias de servidores, muitas das quais, filiadas à GEAP.
Nós, conselheiros eleitos, reiteramos nosso compromisso de continuar lutando contra todo e qualquer reajuste abusivo que prejudique a permanência dos servidores nos planos de saúdes da GEAP.
Vamos continuar lutando para por em prática nossa carta programa, mesmo sendo minoria no Conselho de Administração (o governo Temer dispõe do voto de minerva).
O programa pelo qual fomos eleitos reafirma, entre outros pontos, nosso compromisso de VOTAR CONTRA QUALQUER REAJUSTE ABUSIVO, além de defender um maior aporte financeiro por parte da União, visto que hoje, a GEAP éMAJORITARIAMENTE sustentada pelos servidores (77%).
E para nos ajudar a implementar nossa carta programa, contamos com o apoio de nossas entidades nacionais sindicais e classistas, CNTSS/CUTANASPS, CONDSEF eFENADADOS.
Sabemos que a luta por uma GEAP cada vez melhor, não depende apenas dos Conselheiros eleitos e de suas respectivas entidades. Por isso, conclamamos TODAS as entidades do funcionalismo federal a se juntar conosco nesta luta por um novo modelo de sustentabilidade financeira e por uma GEAP cada vez mais voltada para os interesses de todos seus assistidos.
Em reunião, no semestre passado, com a presidência do CONAD e com a Direção Executiva da GEAP, exigimos que a operadora inicie imediatamente um debate permanente com os conselheiros eleitos e suas respectivas entidades nacionais.
É necessário que se inicie imediatamente um debate conjunto para a implementação de um novo modelo de sustentabilidade financeira. A implantação desse modelo, certamente evitará a aplicação de sucessivos reajustes abusivos que tanto tem prejudicado os assistidos e a própria GEAP.
No mais, companheiros e companheiras, continuamos lutando por uma GEAP cada vez melhor para todos nós assistidos!
Brasília, 08 de dezembro de 2017.
Conselheiros eleitos:
Irineu Messias de Araujo. CONAD
Manoel Ricardo Palmeira Lessa. CONAD
Ivete Vicentina de Amorim. CONAD
Ricardo Luiz Dias Mendonça. CONAD
Elienai Ramos Coelho. CONAD
Leonardo Alexandre Silveira Barbosa. CONAD
Socorro Lago Martins. CONFIS
Maria das Graças de Oliveira. CONFIS
Deusa Maria Duarte. CONFIS
Hervécio Cruz. CONFIS
LEIA MAIS:
CORREIO BRASILIENSE: Resposta da Geap sobre aumento nas mensalidades dos planos de saúde

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Alain de Botton e a pobreza do secularismo

06.12.2017
Do blog TUPORÉM
Por André Venâncio*

Alain Botton
Religião para ateus parece título de manual de apologética, do tipo que poderia ser escrito por William Lane Craig ou Norman Geisler. 

Mas isso está muito longe da verdade: o livro foi escrito por um ateu, publicado no Brasil por uma editora não cristã (Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011) e não tem nenhum interesse em defender o ateísmo com argumentos racionais. A obra se inicia, aliás, justamente pelo desprezo explícito desse tipo de abordagem. A inexistência de Deus não é sua conclusão, e sim seu ponto de partida (p. 11):

Para poupar tempo, e sob o risco de uma dolorosa perda de leitores já no início, vamos afirmar de forma franca que obviamente nenhuma religião é verdadeira no sentido de concedida-por-Deus. Este é um livro para pessoas incapazes de acreditar em milagres, espíritos ou histórias de sarça ardente, e que não têm qualquer interesse maior nos feitos de homens e mulheres incomuns.

O autor é Alain de Botton, judeu secular nascido na Suíça, mas residente desde a infância na Inglaterra, tendo estudado filosofia em Cambridge e se tornado um filósofo bastante popular, escrevendo best-sellers e participando ativamente do mundo midiático, sobretudo na elaboração de documentários. Nesse sentido, Botton pode ser visto como um continuador da tradição de C. E. M. Joad e Bertrand Russell, que vê a filosofia como dotada de responsabilidade na educação do público mais amplo. Uma de suas obras mais recentes, Notícias: manual do usuário (Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016), deixa claro que seu envolvimento com a imprensa é motivado justamente pela convicção de que é ela, e não a escola ou a universidade, o principal meio educacional do nosso tempo. Mas não se trata de um mero esforço de popularização da filosofia: embora não alcance aquela profundidade que caracteriza os bons trabalhos acadêmicos, sua obra possui considerável grau de originalidade e relevância.

O que leva um pensador com tais convicções e interesses a escrever sobre religiões? Como ele mesmo esclarece (p. 11-2),

a real questão não é se Deus existe ou não, mas para onde levar a discussão ao se concluir que ele evidentemente não existe. A premissa desse livro é que deve ser possível manter-se como um ateu resoluto e, não obstante, esporadicamente considerar as religiões úteis, interessantes e reconfortantes — e ter uma curiosidade quanto às possibilidades de trazer algumas de suas ideias e práticas para o campo secular.

Essas poucas palavras são bastante reveladoras. O ateísmo de Botton não é muito simpático ao ateísmo mais militante e demonizador da religião, que descende das vertentes mais radicais do iluminismo e é representada hoje por tipos como Richard Dawkins. Botton considera tal ênfase tanto insuficiente quanto algo injusta: a religião pode estar errada em um sentido fundamental, mas essa constatação, além de não resolver muita coisa, pode levar à ilusão de que o mundo secularizado nada tem a aprender com ela.

É no desenvolvimento dessa última percepção que reside o que vejo como o principal valor da obra. Botton é ateu e secularista consumado, comprometido com o ideal iluminista da redenção do homem pela política, pela ciência e pela educação. Mas nada disso o impede de ser profundamente crítico de certos aspectos da tradição a que pertence. Em especial, ele é perspicaz o bastante para perceber (e corajoso o bastante para dizer) que nem todas as mudanças acarretadas pela secularização foram positivas: “não é que o secularismo seja errado, mas que com muita frequência secularizamos de maneira inadequada” (p. 16).

Grande parte do livro é dedicada a expor e discutir inúmeros casos que exemplificam isso em todas as áreas da vida: laços comunitários, trato social, cultivo e apreciação da beleza, entendimento da natureza humana etc., mostrando que a sociedade secularizada poderia aprender muito com antigos modos de vida cristãos, judaicos e budistas. Nem todas as suas teses e interpretações são igualmente acertadas, mas há no livro sabedoria em dose considerável, que não convém desprezar. Por trás de tudo está um entendimento bastante vívido de que a moderna cultura secularizada é consideravelmente mais pobre em muitos aspectos importantes. Um dos meus trechos preferidos nesse sentido é este aqui (p. 104-5):

Reformar a educação universitária segundo os insights obtidos da religião envolveria ajustar não apenas os currículos, mas também, e de maneira igualmente crucial, o modo como se ensina.

Em seus métodos, o cristianismo tem desde o início sido guiado por uma simples mas essencial observação, que, não obstante, jamais causou qualquer impressão naqueles que comandam a educação secular: a facilidade com que esquecemos as coisas.

Seus teólogos sabem que nossa alma sofre daquilo que os antigos filósofos gregos chamaram de akrasia, uma desconcertante tendência a saber o que deveríamos fazer combinada com uma persistente relutância em de fato fazer, seja devido à falta de força de vontade ou à distração. Todos temos consciência de que nos falta força para agir apropriadamente em nossa vida. O cristianismo representa a mente como um órgão indolente e inconstante, fácil de impressionar, mas sempre inclinado a alterar seu foco e deixar as responsabilidades de lado. Por conseguinte, a religião propõe que a questão central para a educação não é como neutralizar a ignorância — como sugerem os educadores seculares — mas como combater nossa relutância em agir de acordo com ideias que já compreendemos inteiramente em um nível teórico. Ela acompanha os sofistas gregos na insistência em que todas as lições deveriam apelar tanto para a razão (logos) como para a emoção (pathos), além de endossar o conselho de Cícero de que os oradores públicos devem ter a tripla capacidade de provar (probare), deleitar (delectare) e persuadir (flectere). Não há justificativa para apresentar com murmúrios as ideias que abalam o mundo.

Contudo, essa qualidade, que é a principal da obra, caminha lado a lado com seu mais profundo problema. O caso ilustrado no trecho acima ajuda a ver isso: os teólogos cristãos sabem da akrasia humana porque ela constitui uma dimensão importante do pecado, da depravação do coração, dos efeitos da queda, de nossa necessidade da graça e, portanto, está bem próxima do centro da mensagem do evangelho; em outras palavras, trata-se de uma teoria biblicamente fundamentada da natureza humana, uma antropologia teológica e filosófica fundada na revelação especial e dela indissociável. É assim que, por exemplo, o reformador João Calvino, no primeiro volume de suas monumentais Institutas da religião cristã, condicionou o autoconhecimento do homem ao conhecimento de Deus mediante sua Palavra. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Quem o conhecerá? Eu, o SENHOR” (Jr 17.9-10).

Botton, é claro, não se interessa por nada disso. Ele não vê aí nada mais que uma pérola de sabedoria prática que devemos utilizar para melhorar nossa vida ateísta. As religiões, para ele, são apenas prateleiras de ideias e atitudes postas à disposição em um grande supermercado, no qual ele entra como consumidor, coloca no carrinho o que lhe interessa e deixa o resto para lá. Essa é, aliás, uma decisão bastante consciente (p. 16):

Os religiosos se ofenderão com uma reflexão aparentemente brusca, seletiva e não sistemática de seus credos. Religiões não são bufês, eles protestarão, em que elementos particulares podem ser escolhidos de forma aleatória. Todavia, a ruína de muitas fés tem sido sua insistência pouco razoável em que os adeptos precisam comer tudo o que está no prato. Por que não deveria ser possível apreciar a representação da modéstia nos afrescos de Giotto e, ao mesmo tempo, ignorar a doutrina da anunciação, ou admirar a ênfase budista na compaixão e evitar deliberadamente sua teoria da vida após a morte?

Como se vê, o autor pressupõe que só resta aos religiosos o sentimento de ofensa; não lhe parece plausível que alguém seja capaz de objetar racionalmente a esse procedimento. Mas o trecho acima é deveras sugestivo também de outra maneira: ao usar um argumento do tipo “não vejo por que não…”, Botton se mostra absolutamente convicto de sua capacidade de ver tudo o que importa. Há, no entanto, algo muito importante que o autor não vê, um ponto problemático que não aborda, uma pergunta que o livro nunca faz, um pressuposto jamais declarado, e muito menos analisado e defendido: o de que a pobreza do secularismo é absolutamente acidental, e não intrínseca, não uma consequência natural de seus compromissos mais básicos.

Contudo, esse pressuposto é falso. As gotas de sabedoria de uma religião não são entidades autônomas e removíveis como bolas em uma árvore de Natal. Botton pensa que são, e faz uma série de queixas ao longo de todo o livro, algumas das quais estão resumidas no trecho a seguir (p. 14):

Desenvolvemos um medo em relação à palavra moralidade. Nos irritamos com a perspectiva de ouvir um sermão. Fugimos da ideia de que a arte deveria inspirar felicidade ou ter uma missão ética. Não fazemos peregrinações. Não podemos construir templos. Não temos mecanismos para expressar gratidão. A noção de ler um livro de autoajuda tornou-se absurda para o erudito. Resistimos a exercícios mentais. Estranhos raramente cantam juntos.

Em meio a tais constatações lamentosas, jamais ocorre ao autor que as pessoas estão simplesmente vivendo de modo razoavelmente consistente com sua nova crença, aquela que o iluminismo e seus decepcionados herdeiros ideológicos supuseram que poderia redimir a humanidade. É claro que alguns, como o próprio Botton, poderão encontrar motivações para fazer algumas dessas coisas, mesmo em um ambiente secularizado. Mas, em um mundo sem fundamento transcendente e tão carente de princípios absolutos, no qual a própria religião foi varrida para o canto das convicções privadas sem legitimidade objetiva, não poderá haver meios legítimos de defender essas decisões como algo mais que gosto pessoal.

Se Botton pode entrar no grande supermercado das religiões e pegar só o que quer, não pode reclamar que a sociedade em geral prefira pegar outros itens, ou mesmo se recuse a frequentar esse estabelecimento. Embora ele não perceba, a pobreza do secularismo resulta justamente da prática consistente e difundida dessa postura de consumidor, a mesma que ele ostenta e defende de maneira alegre e despreocupada. O espírito por trás de todo esse modo de viver é bem descrito naquilo que o teólogo e filósofo cristão Cornelius Van Til chamou de “autonomia” contra Deus: no caso, a negação de qualquer senso de dever espiritual e a convicção de que temos pleno direito de julgar todas as coisas (no caso, as tradições religiosas) pelo critério da satisfação que podem nos proporcionar.

Se as pessoas não têm mais muitas oportunidades de cantar junto com desconhecidos em público, é porque o secularismo não lhes oferece muitos bons motivos para fazê-lo. As religiões ensinam certas ideias sobre o mundo, o homem e a realidade última que tornam esse hábito mais natural e desejável. Uma vez que não se creia mais nessas doutrinas, a motivação desaparece. Não é muito sensato limitar-se a reclamar disso e a dizer às pessoas: “Ei, antigamente as pessoas faziam isso e era legal; por que não retomarmos esse hábito?” Tal atitude pode ser bem intencionada e baseada em uma percepção correta, mas é tanto inócua quanto frívola. Inócua, porque as causas do abandono do hábito em questão não foram bem compreendidas. Frívola, porque essa compreensão nem mesmo foi julgada importante.

Não por acaso, o livro termina em elogios à proposta do pai do positivismo, Auguste Comte, com sua “religião da humanidade”. Mas o humanismo só persiste porque ainda há intelectuais cegos para aquilo que a sociedade secularizada já entendeu e pratica em grande escala: o amor à humanidade não é suficiente para empolgar ninguém. A humanidade é uma ideia abstrata demais. E, enquanto objeto de adoração, é um deus pequeno demais, impotente para regenerar o coração de seus fiéis e trazer a redenção que continuamente promete a si mesma. O secularismo é tão pobre que, para combater, precisa roubar as armas do adversário; só pode triunfar sobre o inimigo parecendo-se com ele em alguma medida.

André Venâncio é mestre em física aplicada pela USP. Desde 2007 escreve em seu blog "Retratos por escrito" sobre uma variedade de temas ligados à cosmovisão cristã. É casado com Norma Braga Venâncio e reside atualmente em Natal. É membro da Igreja Presbiteriana do Pirangi.
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Fonte:http://tuporem.org.br/alain-de-botton-e-a-pobreza-do-secularismo/

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Os ‘valentes’ Bolsonaro escondem o voto na Previdência

01.12.2017
Do blog TIJOLAÇO
Por FERNANDO BRITO

valentes

Um detalhe curioso – ou revelador – do levantamento da Folha sobre a posição dos deputados federais diante da reforma previdenciária que Michel Temer tenta impor é o voto da”família Bolsonaro”, Jair e Eduardo.
O que, claro, dá uma pista de que ou vão votar a favor ou estão, para não desagradar o seu novo amor, “o mercado”, com medo de dizer que votarão contra.
Aliás, um como ex-militar e outro como policial federal, ambos ficam no grupo dos que não terão prejuízo e, portanto, prontos à aderir – em relação aos outros – a tese de que “velhinho bom é velhinho morto”.
Os “valentões”, na “hora H”, nem sequer ficaram em cima do muro. Preferiram ficar atrás do muro.
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Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/os-valentes-bolsonaro-escondem-o-voto-na-previdencia/

APÓS DEPOIMENTO DE TACLA DURAN, MULHER DE MORO TIRA DA WEB PÁGINA EM APOIO AO JUIZ

01.12.2017
Do portal BRASIL247

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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/329919/Ap%C3%B3s-depoimento-de-Tacla-Duran-mulher-de-Moro-tira-da-web-p%C3%A1gina-em-apoio-ao-juiz.htm